Carne bovina registra alta no mercado atacadista
O mercado do boi gordo começou a semana sem alterações nas cotações em São Paulo. De acordo com a análise desta segunda-feira (1º) do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o volume de negócios permaneceu reduzido, comportamento considerado comum para o início da semana. A postura dos frigoríficos foi de cautela, aguardando a consolidação dos resultados das vendas realizadas nos últimos dias antes de avançar nas negociações de compra.
Segundo a Scot Consultoria, as escalas de abate atendiam, em média, a sete dias, indicando abastecimento suficiente para as programações atuais da indústria.
A movimentação do mercado também foi marcada pela liquidação do contrato futuro do boi gordo com vencimento em maio de 2026 na B3, realizada no último dia útil de maio. O contrato BGIK26 encerrou com a arroba cotada a R$ 348,18, de acordo com o indicador da bolsa.
No mesmo período, o indicador do Cepea registrou a arroba do boi gordo a R$ 348,25. Já o indicador da Scot Consultoria apontou valor de R$ 349,14 por arroba, considerando a média móvel dos últimos cinco dias.
No mercado atacadista de carne com osso, o escoamento permaneceu lento, mas o volume disponível foi suficiente para atender à demanda sem provocar acúmulo de mercadorias nas câmaras frigoríficas. Mesmo nesse cenário, os preços das carcaças casadas registraram reajustes após seis semanas sem altas.
A carcaça casada do boi capão apresentou valorização de 0,4%, equivalente a R$ 0,10 por quilo. No caso do boi inteiro, a alta foi de 1,8%, ou R$ 0,40 por quilo. A carcaça da vaca casada avançou 1,2%, com acréscimo de R$ 0,25 por quilo, enquanto a da novilha teve aumento de 1,1%, também equivalente a R$ 0,25 por quilo.
A expectativa do setor é de melhora gradual nas negociações ao longo dos próximos dias, o que pode contribuir para dar sustentação aos preços da carne bovina.
Entre as proteínas alternativas, o movimento foi inverso. A cotação do frango médio recuou 3,9%, com queda de R$ 0,25 por quilo. Já o suíno especial registrou retração de 2,2%, equivalente a R$ 0,20 por quilo.
Fonte: agrolink / Seane Lennon










