Feminicídio dentro de casa termina com condenação a 58 anos de prisão em Araçatuba

Homem ocultou corpo da mulher em canavial

Um crime de feminicídio com posterior ocultação de cadáver resultou, na cidade de Araçatuba, em pena de 58 anos de prisão para um homem denunciado pelo promotor Adelmo Pinho. Levado ao Tribunal do Júri nesta quinta-feira (13/8), o réu já estava preso preventivamente e não poderá recorrer em liberdade. A sentença atestou que o delito ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar, com emprego de asfixia e contra mãe de dois adolescentes e de uma criança.

De acordo com o sustentado pela Promotoria e acatado pelo Judiciário, em 2 de março de 2025, após uma discussão motivada por ciúmes e conflitos conjugais, o homem agrediu a vítima com um soco no rosto, derrubando-a. Em seguida, apertou o pescoço dela até provocar sua morte. O casal mantinha um relacionamento amoroso e, segundo Pinho, o condenado já havia agredido fisicamente a mulher em outras ocasiões.

Na sequência, o réu colocou o corpo no veículo da própria vítima e o transportou até um canavial às margens da Rodovia SP-463, onde o ocultou. A denúncia descreve que ele agiu com nítida intenção homicida ao apertar o pescoço da mulher até matá-la. O cadáver foi localizado três dias depois por um funcionário de uma empresa que trabalhava na região.

Após a localização do corpo, policiais militares levantaram informações sobre o desaparecimento e chegaram ao imóvel onde o casal vivia. O homem confessou o crime e confirmou o local onde havia escondido o cadáver. Também apresentou a camiseta que usava no momento do crime, com vestígios de sangue. Também no veículo utilizado para transportar o corpo, os agentes encontraram manchas de sangue e objetos pessoais da vítima.

Na sentença, o juiz Carlos Miranda considerou, entre outros fatores, a reincidência do réu, o emprego de asfixia e as circunstâncias do crime, praticado dentro da residência da mulher.

Fonte: MPSP