Prudente tem segundo caso de leishmaniose em humano no ano

Positivado é de um morador do Residencial São Lucas, uma criança de dois anos

Nesta terça-feira (15). a Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM) confirmou o segundo caso positivo de Leishmaniose em humano neste ano. A vítima do mosquito Palha é uma criança de dois anos, morador do Residencial São Lucas.

Segundo a VEM, o menino já recebeu o tratamento médico hospitalar indicado para a zoonose e passa bem, já em casa, onde segue com os cuidados necessários.

Cabe lembrar que a leishmaniose não é transmitida diretamente do cão para as pessoas. A transmissão ocorre pela picada da fêmea do mosquito-palha infectada. Por isso, manter o quintal limpo é uma das principais formas de prevenção.

Primeiro caso humano

O primeiro caso de 2026 foi registrado na região dos bairros Jardim Balneário e Residencial Servantes, no mês de junho. O registro positivo foi de um homem de 24 anos, que também recebeu tratamento.

Leishmaniose canina

Em 2026, Prudente registrou 169 casos de Leishmaniose Visceral Canina (LVC) autóctones e dois importados.

Manejo no local

A equipe da VEM iniciará o manejo no local nesta quarta-feira (16). Nesta primeira etapa, são realizados trabalhos de orientação casa a casa, informando os moradores sobre a necessidade de separar e disponibilizar materiais orgânicos para retirada.

O recolhimento dos materiais será realizado no dia 21 de setembro, próxima segunda-feira, quando um caminhão passará pelo bairro, em ação articulada com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semea).

Também serão realizados os manejos para orientações de controle do vetor e controle químico.

Orientação

A VEM orienta às famílias que mantenham os quintais limpos, pois o manejo ambiental é uma estratégia crucial para reduzir o contato entre humanos e vetores: remoção de resíduos orgânicos, poda de árvores e redução de fontes de umidade. 

Os vetores, que são insetos denominados flebotomíneos, conhecidos popularmente como mosquito palha, dependem de matéria orgânica, temperatura estável e umidade constante para completar seu ciclo de vida.

Outra medida importante é o uso de coleiras repelentes específicas para leishmaniose, que ajudam a reduzir o contato dos cães com o mosquito transmissor. As coleiras podem ser encontradas em pet shops da cidade.

Os responsáveis também devem ficar atentos aos sintomas da doença nos cães, que podem incluir emagrecimento, feridas na pele de difícil cicatrização, queda de pelos, crescimento excessivo das unhas, perda de apetite, sangramentos nasais e problemas oculares. Porém, alguns animais podem não apresentar sintomas, o que torna os exames periódicos ainda mais importantes para o diagnóstico precoce da doença.

Fonte: portalprudentino