Novo painel do Ministério da Saúde prevê ondas de calor extremo com cinco dias de antecedência

Ferramenta é a base do novo Protocolo Nacional de Calor Extremo, apresentado pelo ministério como parte da preparação do país para o El Niño e ajudará a prevenir mortes provocadas pelo calor extremo

O Ministério da Saúde lançou o Painel Nacional de Excesso de Calor, ferramenta que classifica o risco de calor extremo em quatro níveis, de “sem excesso” a “extremo”, com alertas emitidos com até cinco dias de antecedência para todos os municípios brasileiros. A ferramenta é a base do novo Protocolo Nacional de Calor Extremo, apresentado pelo ministério como parte da preparação do país para o El Niño.

O protocolo foi adotado nacionalmente a partir de uma experiência da Prefeitura do Rio de Janeiro, desenvolvida em parceria com a Organização Pan-Americana da Saude (Opas/OMS). “O Ministério da Saúde hoje tem um Protocolo Nacional de Calor Extremo, inspirado na experiência aqui do Rio de Janeiro, inspirado em outras experiências internacionais”, afirmou o ministro Alexandre Padilha durante a coletiva de imprensa desta quarta-feira (16).

O foco da pasta é a proteção de idosos, grupo mais vulnerável ao calor extremo. As orientações do protocolo incluem evitar exposição solar em horários críticos, manter ambientes ventilados e verificar o uso correto de medicamentos de uso contínuo.

Segundo Padilha, o efeito do aumento da temperatura média costuma passar despercebido em comparação a desastres mais visíveis, como enchentes, mas pode ser igualmente letal. Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) citado pelo ministro contabilizou 120 mil mortes no Brasil nos últimos 20 anos associadas ao aumento da temperatura média, com risco elevado de partos prematuros.

As informações do protocolo estão disponíveis gratuitamente no aplicativo Meu SUS Digital. Como parte da estratégia, o ministério também vem implementando zonas de resfriamento e pontos de hidratação em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de diversas regiões do país.

Fonte: diariodepernambucao/ por Nilton Vilanova