Botucatu investiga seis casos suspeitos de sarampo e Saúde faz alerta para vacinação

Vigilância Epidemiológica já realiza bloqueio vacinal e rastreamento de contatos; doença é altamente transmissível e população deve conferir imediatamente se está com a vacinação em dia.

Botucatu acendeu um sinal de alerta para o sarampo. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que acompanha seis casos suspeitos da doença no município e já colocou em prática medidas para tentar impedir uma eventual cadeia de transmissão.

Até o momento, é importante destacar, nenhum dos seis casos foi confirmado. Todos permanecem em investigação. Mesmo assim, diante da alta capacidade de transmissão do vírus, as equipes de Saúde não aguardam o resultado definitivo dos exames para agir.

A Vigilância Epidemiológica já trabalha na identificação das pessoas que tiveram contato com os pacientes investigados e realiza o chamado bloqueio vacinal, conforme a situação vacinal de cada contato. A estratégia é justamente ganhar tempo. Caso algum dos casos seja confirmado, as medidas antecipadas podem ajudar a reduzir o risco de circulação do vírus e proteger pessoas que eventualmente tenham sido expostas.

Diante do cenário, a orientação ganha importância: moradores devem conferir a carteira de vacinação de toda a família e procurar uma Unidade de Saúde em caso de dúvida sobre as doses.

Sarampo é altamente transmissível

O sarampo é uma doença infecciosa aguda causada por vírus e caracterizada pela elevada transmissibilidade. O contágio acontece principalmente por meio de secreções respiratórias eliminadas por uma pessoa infectada ao tossir, espirrar, falar ou até mesmo respirar.

Entre os principais sintomas estão febre, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza, olhos vermelhos ou irritados e mal-estar.

Embora muitas vezes associado à infância, o sarampo também pode atingir adolescentes e adultos e provocar complicações. Por isso, a vacinação é considerada a principal forma de prevenção.

Quem precisa conferir a vacinação?

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De maneira geral, crianças devem receber as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Pessoas com até 29 anos devem possuir duas doses comprovadas contra o sarampo. Entre 30 e 59 anos, a recomendação é de pelo menos uma dose. Para profissionais de saúde, são recomendadas duas doses, independentemente da idade.