São Paulo soma 23 casos da doença, com registros na capital, em São Bernardo do Campo e Guarulhos
O estado de São Paulo registrou mais sete casos de sarampo, elevando para 23 o número total de diagnósticos confirmados em 2026. Do total, 20 casos foram registrados na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Os dados foram obtidos pela Sociedade Brasileira de Imunizações junto à Secretaria de Saúde de São Paulo.
Diante do aumento de casos, a Secretaria da Saúde recomenda a vacinação contra o sarampo para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos que vivem em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos, independentemente da situação vacinal. A orientação, portanto, também vale para pessoas que já receberam doses anteriores do imunizante.
Secretaria amplia orientação de vacinação contra o sarampo
A recomendação ocorre em meio à identificação de casos da doença nas três localidades. Na terça-feira, 28, o Ministério da Saúde também havia ampliado a indicação da vacina contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos.
Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação da estratégia ocorreu após a identificação de casos que indicam “uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus nessas localidades”.
As investigações epidemiológicas continuam em andamento. Até o momento, os casos permanecem classificados como de fonte de infecção desconhecida, segundo informou o Ministério da Saúde.
A orientação de ampliar a vacinação considera o cenário de circulação do vírus e busca aumentar a proteção da população nas localidades que concentram os registros. A recomendação vale mesmo para pessoas que já possuem histórico de vacinação, conforme a orientação específica adotada para os municípios envolvidos.
Campanha de Multivacinação atualiza cadernetas de crianças e adolescentes
Além da estratégia específica relacionada ao sarampo, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo iniciou na última segunda-feira, 3, a Campanha de Multivacinação. A ação tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos.
A iniciativa ocorre paralelamente às medidas adotadas diante dos novos casos de sarampo e amplia a oportunidade para que famílias verifiquem a situação vacinal de crianças e adolescentes.
A atualização da caderneta permite identificar doses que estejam pendentes de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação. No caso do sarampo, a vacina faz parte da oferta regular do Sistema Único de Saúde, com estratégias adicionais adotadas quando há circulação do vírus.
Vacina contra sarampo é oferecida gratuitamente pelo SUS
O Ministério da Saúde reforça que a vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e integra o Calendário Nacional de Vacinação para pessoas de 12 meses a 59 anos.
Em períodos de circulação do vírus, a pasta também recomenda a chamada dose zero. A aplicação é destinada a crianças de 6 a 11 meses, grupo considerado mais vulnerável à infecção e ao desenvolvimento de formas graves da doença.
A dose zero funciona como uma aplicação adicional para essa faixa etária em situações específicas de circulação do sarampo. As demais doses seguem as orientações estabelecidas no calendário de vacinação.
A recomendação para a população de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos amplia temporariamente a faixa etária contemplada pela estratégia diante do cenário identificado pelas autoridades de saúde.
Ministério da Saúde distribuiu mais de 7,2 milhões de doses em 2026
Em 2026, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral para Estados e municípios. Do total distribuído, cerca de 2,9 milhões de doses já foram aplicadas em todo o país.
A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola e integra as estratégias de imunização adotadas pelo sistema público de saúde.
Os dados de vacinação também mostram diferenças entre a primeira e a segunda dose. Em 2025, a cobertura vacinal nacional chegou a 92,9% para a primeira dose (D1) da vacina tríplice viral e a 78,3% para a segunda dose (D2), de acordo com o Ministério da Saúde.
A cobertura da segunda dose ficou abaixo da registrada para a primeira aplicação, o que reforça a importância de verificar a caderneta e completar o esquema indicado para cada faixa etária.
São Paulo concentra 20 dos 23 casos registrados no Estado
Dos 23 casos de sarampo registrados em São Paulo, 20 estão concentrados na capital. São Bernardo do Campo contabiliza dois casos, enquanto Guarulhos registra um diagnóstico.
Os números foram levantados pela Sociedade Brasileira de Imunizações com base em informações da Secretaria de Saúde de São Paulo. O avanço dos registros levou as autoridades a reforçarem a recomendação de vacinação nas três cidades.
A investigação sobre a origem das infecções ainda não foi concluída. O Ministério da Saúde informou que, até o momento, os casos continuam classificados como de fonte de infecção desconhecida, embora a análise dos registros tenha indicado uma possível cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus.
A orientação das autoridades é que moradores de 6 meses a 59 anos de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos procurem os serviços de vacinação e verifiquem a situação da caderneta. Para crianças de 6 a 11 meses, a recomendação da dose zero pode ser adotada em situações de circulação do vírus.
A vacinação também permanece disponível gratuitamente pelo SUS dentro das estratégias previstas pelo Ministério da Saúde. A pasta reforça que manter a caderneta de vacinação atualizada é a principal forma de prevenir o sarampo e evitar a reintrodução da doença no país.
Fonte: muitainforcao








