Chuvas de setembro mudam o cenário para os produtores de amendoim de Tupã e região, considerada a maior produtora nacional do grão
As chuvas registradas neste mês de setembro, que já somam mais de 100 mm até agora, trouxeram um grande alívio e mudam o cenário para os produtores de amendoim de Tupã e região, considerada a maior produtora nacional do grão.
Após enfrentarem ciclos anteriores desafiadores, com quebras de safra severas causadas pela forte estiagem e calor excessivo, a chegada da umidade é o gatilho perfeito para acelerar os trabalhos no campo.
Os preços, porém, ainda representam um desafio. O produtor está conseguindo, em média, entre R$ 70,00 e R$ 75,00 por saca de amendoim em casca de 25 quilos. De acordo com os levantamentos do Instituto de Economia Agrícola (IEA) e da Faesp/Conab, o preço médio registrado ficou em R$ 74,37 por saca, consolidando uma leve recuperação após períodos de forte pressão de baixa.
Ainda não há uma avaliação sobre a área a ser plantada, mas já existe uma movimentação grande nos preparativos do solo para receber as sementes, com grande esperança por melhores resultados na colheita e nos preços.
A umidade atual do solo é indispensável por dois motivos principais:
– Preparo da terra: solos arenosos e de textura média (predominantes na região) ficam mais fáceis de trabalhar com as grades e arados quando estão levemente úmidos, evitando a compactação e facilitando a formação de uma boa cama de semeadura.
– Germinação uniforme: semeaduras feitas no “pó” correm o risco de as sementes “cozinharem” no solo quente ou germinarem de forma irregular. A água no solo garante que a planta emerja rápido e de forma homogênea.
Próximos passos cruciais na Lavoura
Com o solo respondendo bem, o foco agora se volta para o planejamento técnico do plantio das águas, com o tratamento de sementes, o que é essencial nesta fase inicial para proteger o grão contra fungos de solo e pragas iniciais, como o tripes, garantindo o estande de plantas desejado.
É importante ainda a aplicação correta de fertilizantes no sulco (com atenção ao fósforo e potássio) e o uso do gesso agrícola para fornecer o cálcio necessário na fase de fixação dos esporões na terra.
Além da umidade, os produtores monitoram a temperatura do solo, que precisa estar consolidada acima de 20°C, o que é comum na região neste período, para que o amendoim não entre em dormência.
Fonte: jornaldiariodetupa









