Ovitrampas apontam queda acentuada na presença do Aedes aegypti em Tupã

Redução no número de ovos do mosquito entre fevereiro e junho indica avanço no combate à dengue e à chikungunya

Foi divulgado nesta semana o 22º relatório do ciclo de monitoramento das ovitrampas, armadilhas utilizadas para identificar a presença e a atividade reprodutiva do mosquito Aedes aegypti em Tupã.

O levantamento, realizado pela Subsecretaria de Endemias, compreende o período de 2 de fevereiro a 3 de junho de 2026. O monitoramento conta com a instalação de 80 armadilhas por ciclo, totalizando 2 mil coletas ao longo de 25 ciclos.

Os dados mais recentes mostram uma redução significativa na quantidade de ovos encontrados nas armadilhas. Após registrar picos em alguns ciclos, em razão dos períodos de chuva, os números apresentaram queda contínua.

O relatório também demonstra a redução dos índices de infestação ao longo dos últimos meses. O Índice de Positividade das Ovitrampas (IPO) passou de 79,32 em abril para 48,84 em maio, mantendo-se em 51,25 em junho. Já o Índice de Densidade de Ovos (IDO), que atingiu 121,6 em abril, caiu para 71,37 em maio e 37,73 em junho.

Mesmo com um volume de chuvas superior ao registrado no mesmo período do ano passado, condição que favorece a proliferação do mosquito, Tupã apresentou resultados expressivos no controle das arboviroses.

Segundo o subsecretário de Endemias, Marco Antônio de Barros, o monitoramento por ovitrampas é uma ferramenta estratégica para identificar áreas de maior risco e direcionar as ações de combate ao mosquito. O trabalho contínuo das equipes, aliado à colaboração da população na eliminação de criadouros, tem sido fundamental para a manutenção dos baixos índices registrados neste ano.

Os resultados também se refletem nos indicadores epidemiológicos do município. Entre janeiro e maio de 2026, Tupã registrou apenas 31 casos de dengue e 5 casos de chikungunya, números significativamente inferiores aos observados no mesmo período do ano passado. O cenário reforça a eficácia das ações de monitoramento, controle de criadouros e conscientização da população no enfrentamento às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.