Rumo ao hexa! Histórias das copas III

1938 a primeira na Europa

A Copa do Mundo FIFA de 1934 foi a segunda Copa do Mundo FIFA, o campeonato mundial entre seleções masculinas de futebol. Teve lugar na Itália, de 27 de maio a 10 de junho.

Esta Copa do Mundo foi a primeira à qual as equipes tiveram de se classificar para participar. 32 nações entraram para a competição e, depois das eliminatórias, 16 seleções participaram do torneio definitivo. O então campeão Uruguai não quis participar em represália as seleções europeias que quatro anos antes nāo quiseram ir a sua Copa em 1930. A Itália se tornou a segunda campeã mundial, derrotando a Tchecoslováquia por 2 a 1 na final.

Eleição da sede

Após um longo processo de tomada de decisão em que o comitê executivo da FIFA se reuniu oito vezes, a Itália foi escolhida como o país anfitrião em uma reunião em Estocolmo em 9 de outubro de 1932. A decisão foi tomada pelo Comitê Executivo, por decisão unânime dos 29 membros. A candidatura italiana ganhou força após a desistência da Suécia. O ditador fascista Benito Mussolini fez questão da Copa ser na Itália (para provar a superioridade do fascismo italiano) e designou o general Giorgio Vaccaro para a missão de negociar com a FIFA. O governo italiano garantiu que dinheiro não seria problema e investiu 3,5 milhões de liras no torneio.

Eliminatórias e participantes

34 países quiseram entrar no torneio, então partidas eliminatórias foram requeridas para enxugar para 16 equipes. Ainda assim, houve várias ausências notáveis. O então campeão Uruguai optou por não participar, em protesto pela recusa de várias seleções europeias de irem à América do Sul para a Copa anterior, a qual o Uruguai sediou. Como resultado, a Copa de 1934 é a única na qual o campeão anterior não participou. Os britânicos, em exílio autoimposto em relação à FIFA, também se recusaram a participar. A visão do membro do comitê da FA Charles Sutcliffe foi: “as associações nacionais da Inglaterra, Escócia, Gales e Irlanda têm mais o que fazer no seu próprio campeonato internacional, o qual, para mim, é muito melhor do que um Campeonato Mundial sediado em Roma”.

Apesar de ser sede, a Itália teve que se classificar, a primeira e única vez que o país-sede não teve classificação automática. As partidas eliminatórias foram arranjadas em uma base geográfica. Desistências de Chile e Peru colocaram Argentina e Brasil na Copa sem jogar um único jogo.

Doze das 16 vagas foram distribuídas pela Europa, três para as Américas e um para Ásia ou África (incluindo Turquia). Somente dez das 32 equipes participantes e quatro das 16 classificadas (Brasil, Argentina, Estados Unidos e Egito) eram de fora da Europa. A última vaga do torneio foi decidida entre Estados Unidos e México a apenas três dias do início do torneio em uma partida única em Roma, a qual os EUA venceu.

A maioria das 16 equipes estavam estreando em uma Copa. Incluem-se nove das doze europeias (Itália, Alemanha, Espanha, Holanda, Hungria, Tchecoslováquia, Suécia, Áustria e Suíça) e o Egito. O Egito foi a primeira seleção africana a participar de um Copa do Mundo.

Formato

A fase de grupos usada na primeira Copa do Mundo foi descartada em favor de um torneio eliminatório direto. Se uma partida terminasse empatada depois dos 90 minutos, 30 minutos de prorrogação seriam jogados. Se persistisse o empate, a partida seria refeita no dia posterior.

As oito equipes cabeças-de-chave – Argentina, Brasil, Alemanha, Itália, Países Baixos, Áustria, Tchecoslováquia e Hungria – foram mantidas separadas.

Seleção brasileira

O Brasil jogos contra a Espanha no dia 27 de maio em Gênova. Nossa seleção perdeu por 3×1, Leonidas da Silva fez o gol da seleção nacional enquanto Iraragorri (2) e Lángara marcaram para a seleção espanhola. O resultado eleiminou o Brasil.

Seleção brasileira no embarque para a Coa da Itália

Segunda fase

Para a segunda fase passaram Itália (venceu os EUa por 7×1, maior goleada da copa); Espanha; Áustria; Hungura; Tchecoslováquia, Suíça; Alemanha e Suécia.

A anfitriã eleiminou a Espanha vencendo o jogo por na partida de desmpate por 1×0, sengo que no primeiro jogo haviam empatado em 1×1.

Semifinais

Em Roma a Tchecoslováquia venceu a Alemanha por 3×1 se garantindo na final. A Itália jogando em Milão venceu a Áustria em jogo duro por 1×0.

A final

O Estádio Nacional do Partido Nacional Fascista foi o palco da final. A Tchecoslováquia depositava sua esperança no artilheiro Oldřich Nejedlý e no grande goleiro František Plánička. A Azzura contava com o mando de campo, com o craque Meazza (que depois viria a ser eleito o craque da copa) e com o fato de seu time ser bem superior tecnicamente que a Tchecoslováquia. II Duce Benito Mussolini estaria no estádio, ao mesmo tempo para intimidar os tchecoslovacos e garantir que os italianos dessem o máximo em campo, ou “arcariam com as consequências”. Com 80 minutos jogados, para desespero do ditador e descrença da imprensa, a Tchecoslováquia liderava o placar por 1 a 0, gol de Antonín Puc. Porém, 1 minuto depois, Raimundo Orsi empatou a partida após lance polêmico: o meia Giovanni Ferrari dominou a bola com o braço pela meia esquerda no ataque italiano, gerando desde logo reclamação dos tchecoslovacos. A jogada prosseguiu com ele encontrando na linha lateral da grande área Orsi, que driblou o marcador e conseguiu chutar no canto direito de Plánička. Os tchecoslovacos reclamaram bastante e o árbitro sueco Ivan Eklind resolveu consultar o auxiliar, mas este confirmou que o lance teria sido normal. A partida foi para a prorrogação. A Azzurra lançou-se ao ataque e virou aos cinco minutos do primeiro tempo. A defesa tcheca perdeu uma bola dividida que custaria caro: ao ganhar o lance, Enrique Guaita tocou para Angelo Schiavio, que chutou quase do bico da grande área quando o zagueiro Josef Čtyřoký chegava para tentar interceptar. O chute saiu prensado, fazendo a bola encobrir Plánička, que se agachara para defender uma bola que normalmente viria rasteira. Depois da virada, a Itália se trancou na defesa e só esperou o apito final. Ao final do jogo, os italianos podiam comemorar sua primeira Copa do Mundo. O técnico Pozzo e os jogadores italianos ficaram muito aliviados por terem conseguido cumprir a missão dada por Mussolini. Lamentavelmente, a Copa havia virado um palco para promoção de um regime ditatorial que mais tarde viria a causar muitas mortes.

Fonte: Wikipedia

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