Amaros, em Itápolis, foi a casa do Oeste até 2016
O apito final no empate entre Oeste e XV de Piracicaba, no dia 10 de abril de 2016, não encerrou apenas mais uma partida. Foi o término de uma relação de 95 anos entre a cidade de Itápolis, o Oeste e o estádio dos Amaros.
Fundado em 1921, o clube se mudou para Barueri em 2016 em busca de melhor estrutura e logística para os jogos do clube que, naquele momento, disputava a elite do Campeonato Paulista e a Série B do Campeonato Brasileiro.
Desde então, o estádio dos Amaros não recebeu mais jogos oficiais, tem apenas a companhia sazonal de funcionários da prefeitura para o corte da grama a fim de evitar casos de dengue e criação de pragas urbanas. Fora isso, o cenário é de abandono.
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Do outro lado, o Oeste não existe mais. Agora atende por Osasco Sporting e sequer atua em Barueri. O clube trocou de cidade novamente em 2026 e atualmente manda os seus jogos em Osasco.
O uniforme, antes rubro-negro, agora é alviceleste. Nenhuma lembrança mais remete a Itápolis, ao estádio dos Amaros e ao clube que um dia agitava a pacata cidade de cerca de 40 mil habitantes situada no interior de São Paulo.
Entre poucos carros e pedestres que circulam nos arredores, é necessário um olhar atento para enxergar um estádio de futebol rodeado por casas em um bairro na região central de Itápolis. O local contrasta com a vida ao seu entorno. Enquanto fora dele ainda se vê uma tímida agitação, dentro do estádio o barulho dos pássaros é o único som do que um dia foi o lugar de maior concentração de pessoas na cidade.
Os muros pichados com frases em protesto pela saída do time da cidade talvez seja o menor impacto quando se observa o mato alto, o lixo acumulado nas bilheterias e os portões enferrujados com sinais de arrombamento. Vez ou outra, adolescentes invadem o estádio para um breve resgate da memória do que um dia foi o palco e principal referência do futebol na região.
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Fundado em 1955, o estádio dos Amaros recebeu em seus 71 anos de existência apenas quatro partidas de grandes clubes do estado de São Paulo. O Palmeiras jogou três vezes, e o Santos apenas uma, sempre em duelos contra o Oeste. O clube de Itápolis costumava levar os jogos contra times grandes para estádios com maior capacidade próximos a região.
Enquanto a reportagem esteve no local, moradores curiosos questionaram se a filmagem se tratava de alguma inspeção para uma possível obra. Segundo eles, o local foi apontado como a sede de uma Unidade de Pronto Atendimento Médico, uma praça esportiva reformada e até prédios residenciais.
O fim do Oeste
Para entender um pouco da história do Osasco Sporting, é necessário retornar ao dia 26 de dezembro de 2025. Foi neste dia que o Oeste deixou de existir oficialmente para a criação de um novo clube, que segue sob a mesma inscrição do antigo na Federação Paulista de Futebol, mas com mudança de nome, cidade e identidade visual.
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Fonte: Ge / Por Bruno Cassucci e Emilio Botta — Itápolis, SP








