Prudente entra em situação de alerta para proliferação da dengue

Cidade soma 7,4 mil casos e cinco mortes pela doença este ano

Diferentemente do primeiro semestre deste ano, a situação em relação a casos de dengue está aparentemente calma em Presidente Prudente. Contudo, os resultados dos índices Breteau (IB) e Predial (IP) revelam situação de alerta para nova infestação pelo mosquito Aedes aegypti.
 
De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM),o Índice de Breteau (IB) totalizou 4.2, ou seja, a cada 100 imóveis pesquisados, existem 4.2 recipientes com larvas do Aedes aegypti. 

Já o Índice de Infestação Predial (IIP) totalizou 3.5, o que significa que a cada 100 imóveis pesquisados, 3.5 destes continham larvas do mosquito. 

O Ministério da Saúde considera o IIP entre 1 e 3,9, que é o caso de Prudente,  como situação de “alerta”. Só é tido como “risco de surto” quando está acima de 4.

Em todos os setores

O levantamento foi realizado no mês de outubro pelas equipes da Vigilância Epidemiológica, quando foram visitadas 3.606 casas, divididas em sete setores. No ranking, a área que apresentou os maiores índices foi a área 7, com Índice Breteau de 6,94 e Índice Predial de 5,59.

Na área 7, estão localizados os bairros da zona norte da cidade, como João Domingos Netto, Residencial Cremonezi, Humberto Salvador, Augusto de Paula, Brasil Novo e adjacências.

A supervisora da VEM, Elaine Bertacco, explica que as visitas seguem alguns protocolos, como a análise dos recipientes, listados de A a G, que consideram as classificações: depósitos elevados, depósitos não elevados, móveis, fixos, pneus, passível de remoção e naturais.

Em todas as áreas, o item C – Móveis, que compreende vaso de planta, bebedouro de animais, garrafas, baldes, bandejas de geladeiras e materiais de construção, concentra o maior número de larvas encontradas.

“São objetos que encontramos na maioria das casas. Se forem limpos periodicamente e armazenados em locais corretos, não se tornarão criadouros. Cada um precisa fazer a sua parte”, explica.

Bertacco também faz uma observação quando aos números. “O índice é realizado desde 2007. A área 4, que abrange os bairros da zona leste, sempre obteve a classificação mais elevada. A partir de 2019, a área 7 tem superado a área 4, tanto no IB quanto na quantidade de casos. Não há uma explicação exata, mas podemos citar o aumento populacional da região e a reciclagem clandestina como possíveis fatores”, frisa.

Combate

Para amenizar os riscos de surto, diversas ações estão sendo articuladas, conforme explica, “As visitas dos agentes de vetores e dos agentes comunitários de Saúde às residências já foram intensificadas, inclusive aos sábados, começando pela área 7. As equipes começaram no último sábado e também atuarão neste próximo, dia 12”, adianta.

Em números

Neste ano, Presidente Prudente registrou 7.393 casos positivos de dengue, a maioria durante o surto nos meses de março a maio. Há 470 exames em investigação. Cinco óbitos foram confirmados em 2022.